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sábado, 12 de outubro de 2013

As barrigadas do jornalismo on-line


Apesar de recorrente às temáticas de debates o assunto a tratarmos já não é mais novidade. Com a velocidade da informação, cada dia mais, os profissionais e veículos da imprensa têm se rendido as velocidade insana da web. E é justamente nessa velocidade (ou seria na insanidade?) que se esconde o perigo.

Diversas informações inverídicas ou equivocadas já foram detonadas nos cento e quarenta caracteres do Twitter, e até mesmo nos próprios portais de renomados veículos.

Alguns casos não rendem conseqüências maiores, a não ser o constrangimento de ter que se retratar, entretanto outros casos mais graves serviram como estopim para preocupantes questionamentos.


E os (maus) exemplos servem de alerta máximo, como bem destacou o portal da revista Veja, ao se desculpar com os leitores, após divulgar uma notícia inverídica. 




Entenda o caso: Em agosto do ano passado, o site do jornal O Globo e da revista Veja publicaram uma notícia falsa envolvendo duas grandes empresas mundiais: Coca-cola e McDonald´s e o autoritarismo do governo boliviano. Na ânsia do famigerado furo jornalístico, ambos veículos publicaram que a Coca-Cola teria sido expulsa da Bolívia e com isso a rede de McDonald´s teria sido obrigada a também deixar o país. Pura insanidade. Não houve expulsão nenhuma, e quanto ao McDonald´s, a rede de lanchonetes deixou de atuar no país desde 2002 (10 anos atrás) por baixo faturamento.

O que, entretanto, chamou ainda mais atenção para o caso foi o fato do portal O Globo - diferente da Veja - não ter se posicionado eticamente, admitindo o erro e corrigindo a informação, ao contrário preferiu atribuir o equivoco a declarações do Ministro boliviano, que teria dado declarações dúbias sobre a empresa Coca-cola, induzindo ao erro. Ahãm... tá bom, faz de conta que a gente acredita (e que isso é fazer jornalismo), só que não.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Os 4Cs do Jornalismo


Mesmo considerando as especificidades de cada segmento, em muitos momentos as habilidades da comunicação se confundem ao ponto de não sabermos onde termina o jornalismo e começa o relações publicas, onde acaba a publicidade e começa o radialismo. Inevitavelmente estão todos interligados, e especialmente quando transferidos para o universo digital essa segregação torna-se ainda mais discutível.

Com o surgimento das redes sociais, e a atuação cada vez mais forte de empresas e profissionais nestas plataformas, agregar e aplicar conhecimentos das diferentes áreas da comunicação nunca foi tão necessário.

Talvez, num passado não tão distante para nós futuros jornalistas seria desnecessário aprofundarmos, por exemplo, na teoria dos 4Ps (preço,produto, praça e promoção) do marketing, mas com nossa imersão, seja profissional ou pessoal, nas redes sociais tem se tornado cada vez mais indispensável uma autoanalise de nossa atuação enquanto marca.

Pra isso já existem livros e diversos artigos que tratam da reputação on-line, bem como conceitos adaptados para a realidade da cybercomunicação, um deles trata dos 4Cs, uma analogia aos 4Ps do marketing, mas que tratam sobre a nossa atuação nas mídias sociais (blogs, Twitter, Likedin, Facebook, Orkut, You Tube...), sejam elas pessoais, profissionais ou corporativas.

Abaixo veja este conceito, definido por David Armano:

Conteúdo
Possuir um conteúdo de qualidade é o principal caminho para se atrair as pessoas certas e necessárias para formar uma comunidade que a sua marca espera ajudar a construir. Quando uma empresa considera alguma iniciativa para o desenvolvimento de uma comunidade, existem 3 questões que devem ser respondidas:
De onde vêm o conteúdo?
Se ele possui um valor incontestável?
Podemos manter um fluxo regular com um conteúdo de qualidade?
Independente da iniciativa, o importante é manter um conteúdo atual e relevante.

Contexto
Entenda-se por contexto a maneira como atender as pessoas no lugar certo e fornece-las a experiência mais adequada na hora exata. As melhores e mais adequadas ferramentas e funcionalidades possuem uma grande oportunidade para suprir as expectativas em relação ao contexto. Para se criar uma comunidade de sucesso é preciso que as ferramentas escolhidas para a sua construção sejam adequadas ao seu propósito. Contexto significa, por tanto, investir tempo no processo de conhecer como os seus seguidores, leitores e contatos desejam interagir com suas redes, se elas  preferem o Facebook ou qualquer outra plataforma, e com este conhecimento facilitar esse processo.

Conectividade
As redes prosperam, de uma forma única, em atividades de difícil mensuração que são em sua essência a raiz do relacionamento. Não se trata de um tipo de comunicação em massa e sim de micro-interações entre os membros. Desenvolvendo plataformas para suportar essas experiências de milhares de micro-interações significa que você está  comprometendo-se com uma causa ao invés de tentar criar um "tiro certeiro" para atingir um objetivo específico que não seja reconhecido pelas pessoas que ali estão envolvidas. As redes podem, na teoria, serem as novas plataformas de CRM (Customer Relationship Management), mas necessitam de pessoas para organizar. Se você tem a intensão de desenvolver uma plataforma para suportar uma comunidade, você precisará ser o Host na porta de entrada dessa rede social se você tiver sorte o suficiente para os seus convidados aparecerem.

Continuidade
As comunidades que prosperam evoluem freqüentemente para suprir as necessidades dos seus utilizadores. As comunidades precisam ser flexíveis ao ponto de poderem evoluir mais para frente, como se a comunidade estivesse em constante desenvolvimento, e precisa ainda oferecer um experiência valiosa, consistente e única para o usuário que, é claro, possa ser sustentada ao longo do tempo.
Resumindo, devemos pensar que desenvolver uma comunidade precisa ser igual ao conceito de CRM, e deve combinar ações de diversas disciplinas para que o sucesso seja obtido. Lembramos que uma comunidade não podem ser conduzido como se fosse uma campanha onde você faz o lançamento e depois o abandona.

Os 10 mandamentos para um bom jornalista


Desde as primeiras publicações, de 1800 até os dias atuais, pouco restou do jornalismo das páginas de estréia do Gazeta do Rio de Janeiro. Surgiram as faculdades de jornalismo, mudaram-se os meios de produção, os meios de consumo e no mesmo compasso a sociedade, de modo geral.

Como base nessas evidências, no ano de 2009, o Ministério da Educação (MEC) divulgou um documento de 26 páginas onde apresenta as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Jornalismo, sobretudo os que ainda permaneciam como habilitação do curso de Comunicação Social. 

Uma leitura fundamental para quem exerce o ofício, para os estão na faculdade, mas sobretudo para os que pretendem um dia estar lá.

Conheça (ou relembre) as 10 principais competências para o perfil ideal de um jornalista apto a atuar numa sociedade cada vez mais plural, com seriedade e comprometimento.

1- Compreender e valorizar o regime democrático, com a pluralidade de opiniões, os direitos humanos, a justiça social; 

2- Conhecer a história, a cultura, a realidade social, econômica e política brasileira – lembrando da diversidade regional e dos contextos latino-americanos; 

3- Distinguir entre o verdadeiro e o falso;

4- Analisar informações em qualquer campo de conhecimento;

5- Dominar a expressão oral e escrita em língua portuguesa;

6- Ter domínio de mais dois idiomas;

7- Interagir com pessoas e grupos sociais de formações culturais diversas e diferentes níveis de escolaridade;

8- Cultivar a curiosidade e a humildade em relação ao conhecimento;

9- Saber conviver com o poder, a fama e a celebridade; 

10- Atuar sempre com discernimento ético.


Imagem: ESPM
Fonte: MEC

Os diferentes tipos de trabalhos acadêmicos


Os trabalhos de conclusão dos cursos de graduação em Jornalismo quase sempre se configuram em monografias, entretanto, algumas instituições (como a UFPB, a qual faço parte) podem adotar outras produções, tais como áudio-visual e formatos jornalísticos. 

Especialmente para quem pretende fazer uma especialização ou seguir a carreira acadêmica torna-se indispensável a familiarização com as diferentes formas de produções acadêmicas, que definiremos a seguir: 

Artigo científico: é a apresentação escrita sucinta de um resultado de pesquisa realizada de acordo com a metodologia** de ciência aceita por uma comunidade de pesquisadores. Por esse motivo, considera-se científico o artigo que foi submetido ao exame de outros cientistas, que verificam as informações, os métodos e a precisão lógico-metodológica das conclusões ou resultados obtidos. 

Monografia: é a exposição exaustiva de um problema ou assunto específico, investigado cientificamente. O trabalho de pesquisa pode ser denominado  monografia quando é apresentado como requisito parcial para obtenção do título  de especialista ou de graduado com orientação de um professor ou profissional da área (doutor, mestre ou especialista) no caso de conclusão de curso. 

Dissertação: é um trabalho que representa também o resultado de um estudo científico, de tema único e bem definido em sua extensão, sem prezar pelo ineditismo, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento da literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização e domínio do tema escolhido. É feita sob a orientação de um pesquisador (doutor) para obtenção do título de mestre. 

Tese: é um documento que representa o resultado de um estudo científico ou uma pesquisa experimental de tema específico e bem delimitado, que preza pelo ineditismo e originalidade. Deve ser elaborada com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É realizada sob a coordenação de orientador (doutor), visando à obtenção do título de doutor ou similar (livre-docente)

(** Análise de discurso, análise de conteúdo, experimento, entre outras...)

Fonte: Facimed - Ms. RAFAEL AYRES ROMANHOLO

[Pesquisa] Notícia pra ninguém ler

A clássica cena de um astuto cachorro que apanha o jornal no jardim e traz até a mesa, onde seu dono o aguarda para aproveitar o dejejum e se inteirar das notícias do dia tem se limitado, cada vez mais, as nossas remotas memórias (ou as cenas de antigas ficções). O  cotidiano atual não é mais assim. 

Uma recente pesquisa, realizada pela americana Pew Research, destacou que as empresas jornalísticas têm reais motivos para se preocuparem com o futuro de suas produções. Já que, diferente das gerações anteriores, os leitores de faixa etária entre 18 a 47 anos não têm o mesmo interesse por notícias.

Os números revelados na pesquisa apontam que consumidores de notícias da chamada Geração X, que abrange a faixa de 33 a 47 anos e os Millennials, de 18 a 31 anos demonstram poucos indicativos que se tornariam consumidores ativos de notícias, ainda que os meios fossem alterados.

Enquanto 58% da faixa etária de 48 a 84 anos são leitores que  consomem muita notícia diariamente, apenas 45% da geração X e 29% dos usuários de 18 a 31 anos dizem se interessarem por produtos noticiosos. 

Para as pesquisas, porém, esse índice não é novidade. Há anos estudos comprovam que as pessoas tem lido menos e embora as empresas jornalisticas estejam adequando suas produções para um futuro cada vez mais móvel e conectado, os dados comprovam que muito mais do que uma adaptação, o jornalismo precisa reconquistar a audiência, ou do contrário, escreveremos pra nós mesmos.

Mais informações (em inglês) 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

#Reflexão


Fonte: Publicidade do Plano de Comunicação Rhodia, publicada na Revista Imprensa, 1987. 

Webwrite x Redação On-line


Embora em tradução livre "WebWriter" diga algo como "escrever para web" ou "escrever na web", o conjunto de técnicas inerentes a um profissional WebWriter vai muito além do que simplesmente produzir redação on-line, é o que afirma Bruno Rodrigues, consultor da Petrobras e autor do livro 'Webwriting'.

- O que é webwriting?
É um conjunto de técnicas que auxiliam na distribuição de conteúdo informativo em ambientes digitais.
Esta “distribuição” faz–se, por exemplo, pelas diversas camadas de um site, sendo a primeira camada a primeira página e, a segunda camada, as páginas que surgem a partir dos itens do menu principal – e assim por diante. E por que “ambientes digitais”? Em webwriting, o campo de ação são intranets, CDs–ROM, wireless, e não apenas sites internet.

- Webwriting pode ser traduzido como “redação online”?
Não. Em webwriting, a preocupação é com a informação como um todo, seja ela ícone, foto, filme, som e, claro, texto. Desta forma, o texto é visto, em ambientes multimídia, como um dos elementos da informação digital.
Traduzir webwriting como redação online não só é um erro, como também restringe uma área que tem um poder de fogo muito mais amplo.

- Por que o termo “webwriting” ainda sobrevive, então?
Tanto a Rede quanto o webwriting ainda são áreas que vivem seus primeiros momentos, mas a evolução é muito rápida. É provável que, em breve, o termo seja substituído por “Gestão da Informação Digital”, ou algo semelhante.

- Webwriting é a mesma coisa que jornalismo online?
Jornalismo online é o "ramo" do webwriting dedicado à produção de informação "noticiosa" online. Quem lida com jornalismo online são as versões para internet de veículos noticiosos impressos, por exemplo.
Os profissionais que produzem conteúdo informativo para sites internet e intranets de empresas dedicam–se a informações institucionais, e este trabalho é chamado de webwriting corporativo – e não jornalismo online.

- Quem “criou” o webwriting?
Quem deu a devida importância ao estudo da informação para a mídia digital foi Jakob Nielsen, mais conhecido pela ciência que ajudou a desenvolver, a usabilidade.
Foi Jakob Nielsen que, em março de 1997, publicou em seu site – www.useit.com – o resultado da aplicação de testes voltados para o comportamento do texto no ambiente online. Ao provar que o usuário exige uma boa formatação de texto para a web, ele chamou a atenção para a necessidade de estudo e dedicação à área da informação digital.

- Quem é o “papa” do webwriting?
Crawford Kilian, autor do livro “Writing for the Web”, lançado em 1998, é considerado o “norte” do webwriting. Contudo, tanto o livro quanto os estudos de Kilian são focados no comportamento do "texto" em ambientes digitais, e não na informação como um todo.
De 1997/1998 para cá, porém, muitos outros profissionais acompanharam a evolução do webwriting, e hoje já estão à frente de Kilian & cia.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a “dama da persuasão”, Amy Gahran, assim como Jonathan Price, o “rei das dicas”, são bons exemplos. O jornalista Nick Usborne, que trabalha com um “mix” das ideias de Kilian e Gahran, é visto hoje como revelação nos EUA.

- Que empresas contratam webwriters?
Todo o tipo de empresa. Aliás, são as empresas que pagam melhor – bem melhor – aos webwriters. As intranets, e não os sites internet, é que empregam cada vez mais os especialistas em informação digital. Sites de comércio eletrônico também têm aberto cada vez mais vagas para webwriters, assim como as boas e velhas produtoras, embora nelas o salário não seja dos melhores.

- Existe MBA ou pós–graduação em webwriting?
Não, e você seria lesado se houvesse. Embora seja uma área promissora, tanto em mercado, quanto financeiramente, o conhecimento sobre webwriting é objeto de ensino em cursos de extensão, portanto de curta duração. Mais que isso, é pura embromação.

- O webwriting está evoluindo?
Muito. Há diversos textos, aqui mesmo no Webinsider, sobre gestão do conhecimento, segundo nível de evolução do webwriting. Qual o primeiro? A arquitetura da informação, hoje em dia importantíssima para o profissional que se dedica à informação digital. [Webinsider]

Fonte: Webinsider  em 06 de Março de 2005 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ih deu branco! - Liliana Junge

Não tem jeito, quando o tal bichinho do branco surge em nossa mente, não adianta, vai dar m...!!! Agora somamos isso com um link ao vivo, em rede nacional e na emissora de maior audiência do país, é realmente pra sentar no meio fio e chorar.

Talvez tenha sido essa a atitude da jornalista Liliana Junge depois do MEGA ULTRA constrangimento de ficar por exatos 17 segundos ( o que na televisão é muito tempo) e ainda ser repreendida ao vivo pelo âncora Evaristo Costa.

A saia justa aconteceu hoje durante um link ao vivo no Jornal Hoje (Rede  Globo) e o vídeo reproduzido no YouTube já conta com mais de 8 mil visualizações.






quarta-feira, 29 de maio de 2013

Explorando a desgraça alheia (Por Cacá Barbosa)



Olá, pessoal!

Me preocupa ver a cada dia na TV aberta a quantidade de programas dedicados à exploração da desgraça alheia com o mero objetivo de atingir elevados índices de audiência.

Mas calma! Como vivemos numa Paraíba cuja imprensa é cheia de profissionais recalcados, de egos pra lá de inflados e que não aceitam críticas, vou me abster de falar dos programas locais e abordar aqui os que são produzidos no eixo Rio/São Paulo.

No SBT, craque nesse tipo de conteúdo, tem um tal "Casos de Família", que já foi apresentado com muita classe por Regina Volpato e hoje é comandado pela popularesca Christina Rocha, praticamente fundadora da emissora de Silvio Santos.

Os temas são os mais esdrúxulos possíveis. Senão vejamos: “Vai procurar outra sogra para encher o saco!”, “Um tapinha não dói? Tá louco!”?, “Quem tem que gostar da mulher é o marido, não a cunhada”, “Você gosta mais de ser safada do que de ser mãe”, "Recalque de piranha não atinge sereia" e “Prefiro jogar no outro time a ficar com você!”. Isso para citar apenas os mais recentes, pois uma rápida pesquisa no site do SBT (sbt.com.br) vai levar você, que lê este texto, a outros temas tanto quanto ou mais baixos do que estes.

No SBT esse tipo de programa não me surpreende. Em sua estreia, em 1981, Silvio Santos apostou exatamente neste tipo de "show", com "O Povo na TV", apresentado por Wilton Franco, ao lado da própria Christina Rocha e de nomes como Wagner Montes, Roberto Jefferson (o que denunciou o mensalão) e até mesmo Sérgio Mallandro. Na mesma época, o SBT exibia "O Homem do Sapato Branco", com o já falecido Jacinto Figueira Júnior. A reboque destes programas, ao longo de quase 33 anos no ar, vieram através da telinha do SBT outras atrações do gênero, tais como "Aqui Agora", "Márcia", "Programa do Ratinho", entre tantos outros.

Mas não é só na programação do SBT que o incauto telespectador encontra esse tipo de programa. Na Record tem o "Cidade Alerta", com o ex-global Marcelo Rezende. Na Band tem o "Brasil Urgente" com José Luiz Datena, que ganhou notoriedade exatamente no "Cidade Alerta" da Record. 

E na RedeTV! (ou se preferir ErreideTV!)? Ali é uma farra, a começar pelo programa "A Tarde é Sua" com Sônia Abrão. Ela é sem dúvida, uma excelente jornalista quando se propõe a abordar os temas televisivos (fofocas das celebridades ou o que vai acontecer na novela) que sempre foram a praia dela. Mas quando morre alguém, por mais irrelevante que seja, o programa parece que segue o ritmo dos órgãos públicos quando decretam luto oficial por 3 dias. É no mínimo durante 3 dias que Sônia Abrão explora até onde pode a morte alheia, o que na minha opinião, aumenta ainda mais a dor dos parentes e dos fãs, isso se o finado em questão tiver fãs.

Achando pouco e para fazer companhia à Sônia Abrão, eis que a ErreideTV! ,nos traz de volta ao vídeo um cara pra lá de chato chamado João Kleber. Um cara que pra mim tinha um excelente futuro como comediante (principalmente imitador). Sabia que ele chegou a substituir (e muito bem, diga-se de passagem) Chacrinha durante alguns programas que antecederam a morte do "Velho Guerreiro" em 1988? Pois bem. Após uma longa temporada enchendo o saco e explorando a desgraça do povo português, eis que ele volta ao Brasil com um programa diário pela manhã, ao melhor (ou pior) estilo "Casos de Família") e outro semanal à noite com o já manjado e extremamente apelativo "Teste de Fidelidade", os quais nem preciso comentar. Basta assistir (se tiver coragem).

Enquanto pobres e indefesos telespectadores, só nos resta fazer duas coisas: assistir aos canais da TV paga e rezar muito para que esse tipo de conteúdo não venha a invadir esses canais. Oremos!

Cacá Barbosa, radialista, publicitário e esperançoso de que dias melhores virão na telinha.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

CÊ FAZ O QUÊ?: Jornalismo


Na última segunda-feira (20), o episódio da série  "Cê faz o quê?", estrelado pela humorista Miá Mello, no canal Multishow, abordou a profissão de jornalista. 

A atração apresentou depoimentos de estudantes e profissionais sobre a necessidade de saber sempre o "porquê" de todos os assuntos, o sensacionalismo e o público que nem sempre acredita nas notícias.

Nas esquetes divertidíssimas, os atores vivenciaram situações ridiculamente bizarras mas não muito diferentes das que acontecem na "vida real", como um palhaço que quer emprego de repórter investigativo, uma jornalista que não sabe o que está acontecendo na matéria e até um entrevistador que não deixa o entrevistado falar. 

Além de uma estagiária blasé, que conta como foi seu dia de "foca" na redação de um grande jornal (muito bom!!! Conheço um monte de replicas!!! rsrs). Uma headhunter, que dá dicas de como ser um grande repórter e a palestrante motivacional, que fala de como uma promoção pode melhorar o ambiente de trabalho, entre outros.

Vale a risada, mas também a reflexão. Se acaso você se encontrar em alguns dos personagens, pode começar a se preocupar, você tem motivos sérios para tal. rsrs




O Twitter sem Luana Piovani


Já faz tempo que o Twitter deixou de ser apenas uma ferramenta de escoamento e troca de conteúdo para se tornar uma verdadeira "xepa", com direito a barracos, fofocas e intrigas, tudo devidamente milimetrado em 140 caracteres. 

O mais interessante é que, mesmo com inúmeros casos emblemáticos, na rede do passarinho a instantaneidade parece anular o bom senso, e tudo que se pensa por mais absurdo que seja, vira tweet, que virá RT, que virá matéria de portal, ou pior, capa de jornal.

E não importa se é uma celebridade ou um anônimo, a possibilidade de "dizer o que pensa ao mundo" parece ter deslumbrado até mesmo os que - teoricamente - deveriam se preocupar por serem figuras públicas.

A atriz Luana Piovani, que o diga! Em sua página ela ficou conhecida por protagonizar momentos bizarros e vergonhosos, com um único e sutil agravante: não existia personagens, era a própria Luana, com pouco ou nenhum senso de ridículo.



Porém, na última sexta-feira (17), a "liberdade" de twittar ao vento teve seu preço. Segundo artigo publicado no portal YouPix, a atriz excluiu sua conta no microblog por medo de ameaças que sofreu da torcida corintiana, depois de disparar no Twitter:

“Saudações são-paulinas a tds os imundos corintianos q se acham incríveis quesse time q anda bom mas ontem se f…”  (@sigapiovani)

Mas, além da autodetonação desnecessária, o que mais me chamou atenção é que, assim como o portal YouPix, que exaltou a postura irreverente da atriz, muitos usuários se declararam órfãos das insanidades da senhora Piovani, na web.

E eu? Eu continuo aqui... sem querer acreditar que o mundo tenha virado tanto de cabeça pra baixo. #FalaSério 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Wish List: "Jornalismo e Publicidade no Rádio: como fazer?"


Escrito por um publicitário e uma radialista, o livro "Jornalismo e Publicidade no Rádio: como fazer?" responde questionamentos de veteranos e recém formados a cerca dos bastidores da comunicação radiofônica, a relação do jornalismo com a publicidade e os desafios das novas mídias e tecnologias.

A obra tem a assinatura de  Roseann Kennedy e Amadeu Nogueira de Paula. Roseann é repórter da CBN Brasília e comentarista do quadro "Crônica do Planalto", que vai ao ar diariamente no CBN Brasil. Com 20 anos de experiência em rádio, já foi premiada com o Troféu Mulher Imprensa, na categoria Melhor Repórter de Rádio, em 2008, e finalista da premiação nas categorias Repórter e Colunista de Rádio, em 2011. Já Amadeu Nogueira de Paula é jornalista e atuou durante quinze anos na Nestlé Brasil, dirigindo os investimentos de mídia da área de Marketing. Atualmente é diretor de promoção da Associação dos Profissionais de Propaganda do Brasil (APP) e ocupa o cargo de diretor de mídia da Aproxima Comunicação, além de lecionar a disciplina de  Mídia na ESPM.

Lançado no início deste mês e com lições básicas para a elaboração de textos, análises de público e de grade de programação o "Jornalismo e Publicidade no Rádio: como fazer?"  já desponta como uma ótima sugestão para alunos, jornalistas, publicitários e o público em geral curioso em saber o que acontece por detrás dos microfones. 

Eu quero o meu!!!


Leia também a entrevista concedida por Roseann Kennedy ao Portal Imprensa.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O rádio da Paraíba perde uma de suas vozes


Na tarde desta segunda (20), o  Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, confirmou a morte cerebral de Fernando Gabeira, uma das mais conhecidas vozes do rádio paraibano.

Sergio Fernando Silva Mangabeira, conhecido como Fernando Gabeira, tinha 49 anos, foi diretor da Rádio Tabajara e fez história nas rádios de João Pessoa, atuando em quase todas,  durante os anos de 1980 e 1990. Ao lado de Edilane Araújo e Bertrand Freire foi responsável pelo auge da programação musical ao vivo da rádio Arapuan FM. 


Trechos da locução de Gabeira, na Arapuan FM



Segundo informações cedidas por familiares ao Portal Correio, o radialista passou mal no último sábado (18) e foi socorrido às pressas para o Hospital de Trauma de João Pessoa, onde durante procedimentos cirúrgicos sofreu três paradas cardíacas.

Em janeiro, deste ano,  Gabeira relatou em seu perfil no Twitter que havia tido um mal estar. 



domingo, 19 de maio de 2013

A melhor das redes sociais (por Cacá Barbosa)


Olá, pessoal!

Quem acompanha minimamente o universo digital sabe que nesse meio existem inúmeras redes sociais. Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, Google+, Flickr, Badoo, Foursquare... é um negócio engraçado, porque cada dia surge uma diferente.

Eu, particularmente só utilizo as quatro primeiras que citei acima: Twitter por paixão, Facebook por pressão popular, Instagram por curiosidade e YouTube por saudosismo, mas isso é um outro assunto.

O que eu quero abordar aqui é que as redes sociais estão provocando a extinção, para muita gente, da maior, melhor e mais antiga rede social do mundo: o olho no olho. Há quem tenha mais amigos virtuais do que reais. Tem aqueles que dão mais valor a aquilo que você posta nas redes sociais do que aquilo que você diz pessoalmente, em viva voz.

Mas tem coisa pior por aí. O que dizer dos que se reúnem em carne e osso, e ainda assim insistem vez por outra em dar uma checada no smartphone para saciar a abstinência ao vício das redes sociais? Sim, ainda sou desses, mas tô tentando me policiar... já foi bem pior! Soube de uma turma de amigos que faz uma aposta interessante: quando eles se juntam à mesa de um bar ou restaurante, todos colocam seus smartphones em uma pilha e quem se atrever a colocar a mão nela é condenado a pagar toda a conta. Até agora ninguém perdeu a aposta. 

Legal mesmo é quando a gente faz aniversário. O sujeito é capaz de deixar as mais belas e emocionantes mensagens de parabéns pelas redes sociais, mas não consegue dar um simples "oi" se rolar um encontro casual na rua ou no corredor do trabalho, por exemplo.

É fato: qualquer opinião, por mais irrelevante que possa parecer, uma inocente foto ou mesmo uma simples mudança de status em alguma dessas redes sociais é capaz de provocar um verdadeiro cataclisma, uma revolução semelhante ao anúncio da seleção brasileira em época de copa do mundo (isso quando valia a pena torcer pela seleção).

O mundo digital é fantástico, frenético, fascinante e instigador, mas não é tudo. Existe vida inteligente fora da grande rede. Que tal tentar reunir pessoalmente os amigos virtuais os quais você considera mais chegados e bater um papo "tete à tete"? Só não vale ficar twittando nem atualizando o status do Facebook pelo smartphone, heim?

Um abraço e até a próxima!

Cacá Barbosa, radialista, publicitário e usuário de redes sociais em reabilitação.



sábado, 18 de maio de 2013

YouTube lança canais pagos




O YouTube lançará um sistema de assinatura paga para alguns dos seus canais esta semana, antecipou o jornal Financial Times. A ideia é estimular a produção de conteúdo de qualidade para a plataforma e abrir uma nova fonte de receita para a Google, dona do site. Cerca de 50 canais com conteúdo exclusivo e especializado devem fazer parte do sistema. O restante do site continuará gratuito para todos os internautas. As assinaturas deverão ter preços a partir de US$ 1,99. A reportagem do Financial Times foi baseada em fontes não identificadas. A Google não quis comentar o assunto.
Rumores sobre o lançamento de um serviço de assinaturas do YouTube circulam há vários meses. Em fevereiro, o YouTube confirmou suas intenções ao site Cnet mas não quis informar um cronograma. Em janeiro, o AdAge publicou que a Google havia proposto o sistema a vários produtores de conteúdo. Fontes do YouTube afirmaram ao “FT” que o site “pretende criar uma plataforma de pagamento que poderia proporcionar mais conteúdos de qualidade (...) para satisfação de seus usuários e proporcionar aos criadores um novo caminho para gerar recursos por seus conteúdos, além de modelos baseados no aluguel e publicidade”.
O YouTube, que tem mais de um bilhão de usuários no mundo, oferece desde 2011 uma série de canais temáticos gratuitos, em uma tentativa de preparar o terreno para o início dos serviços pagos. O jornal “The New York Times” afirma que os canais com assinatura devem incluir programação infantil, de entretenimento e de música. Eles não vão funcionar como canais de televisão tradicionais, e sim, como bibliotecas de vídeos que podem ser assistidos por demanda, como já funcionam os milhares de canais gratuitos do YouTube.
Executivos da Google apostam que na próxima década, 75% de todos os canais de vídeos no YouTube exibam conteúdo produzido exclusivamente para a internet, e a empresa tem procurado maneiras de fortalecer essa tendência. O YouTube hoje em dia vive do faturamento com publicidade. Segundo a empresa, alguns dos usuários já faturam milhares de dólares com seus vídeos caseiros. E, agora, a empresa está a procura de novas maneiras de ganhar dinheiro com o conteúdo que é publicado no site.
Os canais mais populares do YouTube têm milhões de assinantes. O canal de comédia Smosh lidera com 9,6 milhões, de acordo com o site VidStatsX, e o canal político Young Turks recentemente se tornou o primeiro de notícias a ultrapassar a marca de um bilhão de views.
A mudança na maneira como as pessoas consomem vídeos on-line desperta a atenção de grandes empresas, que perceberam o grande potencial de lucro deste segmento. A Netflix, que já investe em séries próprias – como “House of cards” – há algum tempo, perdeu na semana passada uma parte importante de seu acervo depois que os estúdios Warner Bros., Universal e MGM não renovaram as licenças de quase dois mil filmes. Os três grandes estúdios planejam ter seu próprio serviço de vídeos on-line.
A Amazon é outra grande empresa que está investindo no mercado de TV sob demanda. No mês passado, a empresa lançou o piloto de 14 seriados, entre comédias e programas infantis. A ideia é que o público escolha quais projetos serão levados adiante. Por enquanto, os vídeos estão disponíveis apenas nos EUA, Reino Unido e Alemanha.

Fonte: O Globo | Artigo original



quinta-feira, 16 de maio de 2013

#CURSO - O que você não aprende na faculdade


O jornalismo impresso vai acabar? Qual o papel das revistas a partir da inserção do leitor no mundo digital?  O que muda no trabalho das assessorias de imprensa com as novas plataformas de comunicação no meio digital? Estas e outras questões que influenciam a nova realidade da profissão jornalística estarão no curso ministrado, pelo professor Ricardo Augusto Lombardi, em São Paulo, no próximo dia 15 de Junho.

Ricardo Augusto Lombardi é Jornalista e atua no mercado há 18 anos, acumulando experiência nas áreas de mídia impressa, comunicação corporativa e, nos últimos 10 anos, especializou-se na área de mídias digitais.

O objetivo do curso “Profissão Jornalista” é orientar feras, estudantes e focas no desenvolvimento de suas carreiras, para que possam identificar chances de empregabilidade. Na ocasião será apresentado um panorama completo do mercado, com avaliação de cenários e identificação das principais tendências na área.

PROGRAMA DO CURSO

- Vou ser Jornalista, e agora?
- Qual o perfil do Jornalista que o mercado exige;
- Conhecimento, a matéria-prima do jornalista;
- Não procure por emprego, crie oportunidades;
- Como desenvolver a criatividade em benefício da profissão;
- Como criar um portfólio digital;
- Faça a diferença no mercado, seja ousado e inove!
- Novas profissões na era digital;
- O jornalismo impresso vai acabar?
- Qual o cenário diante de um mercado altamente competitivo?
- Tendências; seja pioneiro e saia na frente!
- Como construir a carreira desde o primeiro dia na facul;
- Cases de sucesso e de insucesso no mercado;
- Chances de empregabilidade;
- Riscos e oportunidades das áreas do jornalismo;
- Regimes de contratação. Está preparado para ser Pessoa Jurídica? Oi?
- Empreendedorismo no jornalismo;
- Prática voluntária como diferencial no currículo;
- Como utilizar as mídias sociais em benefício da carreira;
- Um blog; a sua vitrine para o mercado;
- Quando, como e onde começar um estágio?
- Pensando no TCC desde já


SOBRE O CURSO

Data: 15 de junho.
Horário: 14h às 18h.
Local:  2Work – Rua Libero Badaró, 471, 14° andar. Centro/Metrô São Bento, SÃO PAULO-SP.
Valor da Inscrição: R$ 190,00.
Formas de pagamento: Em 2 vezes ou à vista, com 20% de desconto.
Vagas: 12.
Inscrições através do e-mail: rlombardi.jor@gmail.com


MAIS INFORMAÇÕES

domingo, 12 de maio de 2013

Agora é hora de alegria! (por Cacá Barbosa)


Olá, pessoal!!!

Neste meu primeiro texto para o blog Pré Jornalismo, quero abordar aquele que para muitos é considerado brega, para outros considerado cult, mas que na verdade deve ser considerado por todo e qualquer estudante ou profissional de comunicação, como a maior referência no meio. Falo de Senor Abravanel, ou simplesmente Silvio Santos.

Nascido em família humilde, Silvio é um dos raríssimos casos de quem teve sorte na vida desde a infância. Uma historinha para ilustrar: na década de 40, um seriado era a coqueluche entre as crianças, entre elas Silvio. Passava toda quarta-feira no Cine OK. Silvio e seu irmão Leon marcavam presença toda semana. Um dia Silvio pegou uma gripe e sua mãe o proibiu de ir ao cinema, apesar dos inúmeros apelos daquele garoto de 11 ou 12 anos. Pois bem. Não é que justamente neste dia houve um princípio de incêndio no cinema? Felizmente ninguém se feriu, mas Silvio considera este como sendo o primeiro golpe de sorte de sua vida.

Esta historinha e muitas outras você pode ler no livro “A Fantástica História de Silvio Santos”, escrito por Arlindo Silva. Nele, o autor relata vários episódios da infância, da juventude dividida entre a atividade de camelô nas ruas do Rio de Janeiro e o rádio e da vida adulta passando pela fundação do Baú da Felicidade, sua estreia na TV até a instalação e consolidação do SBT, de sua propriedade.

Com voz e trejeitos marcantes e sempre com uma surpresa na manga, Silvio Santos consegue comunicar com incrível facilidade para os mais diversos públicos. Ele atinge – como ele mesmo diz – “senhoras e senhores, moças e rapazes, meninas e meninos”.

Certamente o Silvio que você esteja acostumado a assistir é este que todo domingo à noite se mostra como um “velhote safadinho e depravado”. Na verdade este foi um papel que Silvio precisou assumir para se posicionar com destaque na implacável disputa de audiência do domingo, entre ele próprio, o Fantástico (Globo), o Domingo Espetacular (Record) e o Pânico (Band). Percebendo que não havia condições de concorrer com dois programas jornalísticos, Silvio mirou sua artilharia para o Pânico, na tentativa de tirar público do humorístico e vem conseguindo, com incrível genialidade, o que não me surpreende.

Vejo em Silvio Santos um grande referencial na forma de comunicar, nas brincadeiras com o auditório e na forma de vender seus produtos. Silvio é um vendedor excepcional. Costumo dizer que se colocar um caminhão lotado de peixe podre, ele é capaz de vender os peixes e até o caminhão com motorista e tudo.

O empresário Silvio Santos também deve ser destacado. Soube avançar e recuar em seus negócios como poucos, sem manchar sua imagem nem sua credibilidade. Basta lembrarmos da crise do Banco Panamericano, da qual Silvio saiu de forma digna, e que foi o ponto de partida para um verdadeiro enxugamento do seu gigantesco grupo empresarial, que culminou com a venda do lendário Baú da Felicidade ao Magazine Luiza.

É assim, retratando o maior comunicador do Brasil de todos os tempos, que eu inicio minha participação no blog Pré Jornalismo. Obrigado a Juliny pelo convite e espero que tenham gostado deste pequeno relato, que serviu para abrir os olhos das novas gerações de comunicadores para este verdadeiro fenômeno que há 50 anos invade, diverte e entretém nossos lares todos os domingos.

Até a próxima!

Cacá Barbosa, radialista, publicitário e fã incondicional de Silvio Santos.




sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mudaram as redações...


Outro dia lendo os artigos do site da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial -   Aberje (se você ainda não acompanha, #ficaadica) vi um texto super interessante que falava sobre a curiosidade dos Relações Públicas. E foi justamente a curiosidade - já que não é esse o meu curso- que me levou a ler o artigo e chegar até aqui. 

A publicação assinada pela RP Lala Aranha, autora do livro Cartas a um jovem Relações Públicas, discorre sobre duas características que segundo a autora são indispensáveis a um RP : bom sendo e curiosidade.

Quanto ao bom senso Lala diz que "grandes paixões e ódios não combinam com a profissão", já sobre a curiosidade dispara: "Seja curiosa. Não deixes informações “no ar” ou qualquer dúvida sem resposta. Vá à busca dela.  Apure o que existe por trás dos bastidores, nas entrelinhas."

Alguma coisa lhe parece familiar???

Pois é, qualquer semelhança com o nosso mundo de pautas, leads e notas não é mera coincidência, pelo contrário, tudo faz muito sentido. Nesses três anos de faculdade tenho observado muito como algumas pessoas são talentosas na arte de distorcer o que de fato é ser jornalista.

Ao mesmo tempo que vejo pessoas extremamente deslumbradas, se achando o Ali Kamel ou uma espécie de super-herói com seus poderosos caracteres mágicos (alguém ai lembra do quarto poder?), observo tantos outros formando uma massa preguiçosa de replicadores, que não redigem seus próprios textos, mas preferem usar o prático ctrl+c ctrl+v e na hora de apurar nem se quer se dão o trabalho de chegar uma informação via telefone, que dirá em loco. 

Sim, eu sei que muitos tubarões profissionais e foquinhas podem estar repreendendo a minha poética visão romântica do jornalismo ou se questionando se, nos dias de hoje, ainda existe alguém que faça ou haja diferente do que citei. 

Bom... quanto ao romantismo, confesso que ainda carrego comigo o peso da teoria, além da admiração pelo jornalismo puro, autentico. Já sobre ter uma alma que se salve... eu adoraria responder que sim, mas não tenho fontes seguras para essa afirmação. E o questionamento só cresce: mudou o jornalismo ou mudaram os jornalistas???

Leia o artigo completo "A Curiosidade e o Perfil do Relações-Públicas"

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Até onde vai a estupidez???


Na semana que antecede o dia em que todos celebram o amor materno, por uma convenção - na maioria das vezes puramente comercial, o exemplo de amor de uma filha por um pai me comoveu.

Karolly Alves Lopes, de 11 anos, morreu ao ser atingida na cabeça por um tiro que tinha outro destino: seu pai. As câmeras de segurança do local do crime registraram uma discussão entre dois homens, um deles contido por duas crianças (Karolly e sua irmã) e o outro de posse de uma arma de fogo.

Entretanto, a sanidade das duas meninas não foi suficiente para controlar a fúria dos ditos adultos, e a arma foi disparada várias vezes atingindo e destruindo prematuramente a vida e  os sonhos da pequena Karolly.

Com sentimento de culta e - compreensivelmente - abalado o pai esperou reencontrar a filha, que permaneceu por nove dias internada em estado grave. Na reportagem concedida à TV Anhanguera, de Goiás, o serralheiro Sinomar Lopes, pai da menina, prometeu espera-la de braços abertos e ser um pai melhor. Mas infelizmente Karolly não teve a chance de contemplar a mudança do pai por quem ela, literalmente, deu a vida.

Ainda entorpecida com a barbaridade do caso lembrei de um artigo escrito pelo jornalista e professor da Unicamp, Marcos Rogatto, que vale a pena compartilhar. 

COMUNICAÇÃO E VIOLÊNCIA

No encontro do GENN-Grupo de Estudos de Novas Narrativas, que ocorreu na ECA-USP no mês de abril, o professor Jaime Ginzburg abordou aspectos do seu último livro “Literatura, Violência e Melancolia”. 

No caminho para a universidade, saindo pela Marginal Pinheiros para entrar na alça da ponte Butantã, estava na preferencial e fui vítima da imprudência de um motorista de táxi. A minha buzina enfureceu o taxista, que parou no meio do trânsito para esbravejar. Ele colocou em risco os passageiros ou a própria vida se eu também fosse da turma dos desvairados. 

Creio que esse fato me inspirou a indagar ao professor palestrante, se a sociedade brasileira estaria mais violenta por estar mais melancólica ou o contrário. Afinal a violência explode no Brasil. Como o caso emblemático, ocorrido no mesmo mês de abril, do jovem universitário carioca que brigou com o motorista de um coletivo por não parar no ponto. A agressão causou acidente fatal com o ônibus caindo do viaduto, matando oito pessoas e ferindo outras onze. 

Não é só a violência prisional que apavora os brasileiros. A do cotidiano também. Jovens privilegiados que podem cursar uma universidade praticam trotes selvagens nos calouros. É o comportamento inescrupuloso na fila do banco, o braço arrancado de um ciclista, o tiro no estudante que não entrega o celular ou a dentista queimada viva por só ter R$ 30 na conta. 

Algumas estatísticas mostram que em determinadas regiões houve queda de homicídios, mas os roubos e assaltos proliferam pelo País. Pagamos um dos seguros mais altos do mundo e boa parte do PIB vai para a população se defender. A cada dia, novas modalidades de roubos e assaltos como batidinha, saidinha, arrastão etc. E vamos nos acostumando com isso e cada vez mais nos escondendo em altos muros, cercas elétricas e em opacos vidros fumês. 

Em outubro de 2012, a Brasil Game Show mostrou o consolidado mercado consumidor de jogos eletrônicos no país. Foram 150 expositores e público estimado em 80 mil pessoas. Segundo estimativas, devemos ter 45 milhões de gamers.e, entre os Top 10 games mais vendidos, boa parte é de guerra ou de luta. O número, de certa forma, me consola, afinal que tem filho sabe como é difícil mantê-lo longe de um console nas sangrentas batalhas. Enquanto os pais assistem às tragédias da violência cotidiana nos telejornais da noite, os filhos se engalfinham com lutadores e soldados virtuais. 

Do lado da melancolia disparam as reclamações das pessoas em relação aos seus trabalhos, assim como as vendas de fármacos tricíclicos e de inibidores da dopamina ou da serotonina. Isso fora as fluoxetinas manipuladas que viraram commodities da tristeza. A depressão é uma estatística incômoda. Segundo a OMS, em 2030 será um enorme problema afetando mais pessoas que qualquer outra doença. Estima-se que hoje no Brasil sejam 40 milhões de pessoas com depressão. 

No meu entender, o projeto de sociedade brasileira desenvolvida não vingou e estamos vivendo mistura de violência com melancolia, numa sociedade apática e reclusa em que a possibilidade de consumo parece redimir a barbárie e o desalento. 

Quando o PT foi fundado, em 1980, falava-se que precisaríamos de duas décadas para tirar o atraso educacional e colocar o país dentro dos índices considerados humanos. Era o Brasil do meu sonho intenso, a minha torcida para que isso se tornasse realidade. 

Desde 1990, com Itamar Franco na Presidência, leio sobre as tentativas de diminuição da pobreza, da violência, da desigualdade, do desemprego etc. Em 23 anos tivemos dois governos de um sociólogo, dois de um operário e estamos no da economista e militante. A política pode estar cheia de boas intenções, mas os lentos resultados e os exemplos de contravenção de muitos políticos e magistrados deixam máculas nos três poderes. E essa é outra forma de violência, com o desmando, a corrupção e a impunidade ainda imperando no Brasil do século 21. 

Enquanto isso, entre 187 países, estamos em 85º lugar no ranking de bem-estar, educação e padrão de vida. O Brasil registrou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2012, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas manteve a posição no ranking mundial registrada no ano anterior: 85º lugar. Continuamos com 102 nações à nossa frente apesar de sermos a sétima economia do mundo, com um PIB de US$ de 2,223 trilhões no ano passado. 

Mas o Governo comemora, pois desde o dia 31/03 mais nenhum cidadão brasileiro é miserável. Afinal, pelas estatísticas, quem ganha R$ 71,00 ao mês deixa a condição de extrema pobreza. Como dizem os otimistas: cadastro zerado e bola pra frente que a Copa vem aí. Mas, como viver com R$ 71,00? Na mesma semana a Vejinha mostrava que uma pizza chega a custar R$ 150,00 na capital paulista. Podemos até ter passado de pobres para remediados, mas estamos longe dos desenvolvidos. 

Tocantins, o mais novo estado brasileiro, se destaca pela pujança da agropecuária, com seus 8 milhões de bovinos. Na soja, a produção nesta safra deve chegar a 1 milhão e meio de toneladas. Mas é só olhar para as periferias para ver parte da população vivendo como no Século XIX, em suas casas de taipa e folhas de palmeiras. Mulheres com bócio tratam seus filhos desnutridos e lamparinas iluminam as moradias. Perto dali, colheitadeiras com ar condicionado e faróis xenon recolhem grãos que são exportados in natura, sem valor agregado para o país. 

Por outro lado vejo os departamentos de comunicação das empresas cumprindo pautas burocráticas para house organs que quase sempre trazem abordagens similares. Os feitos da empresa, as vantagens dos colegas, as metas atingidas, os aniversários da semana, os que completaram 10 anos de casa, 15 anos etc. 

Os profissionais da área podem ser voluntários e trazerem grandes mudanças em ONGs engajadas na paz e na felicidade geral. Produzirem vídeos, programas, redes sociais, jornais e blogs de entidades parceiras da mudança. Utilizarem a criatividade para fazerem seus memes, impulsionarem hashtags, criarem “virais” com causas sociais. 

Os próprios veículos internos das empresas poderiam trazer mensagens criativas de solidariedade e mobilização humanitária. O incentivo à literatura e à arte no entorno da fábrica não para reduzir impostos, mas para fazer a diferença. Afinal, como disse o professor Jaimena na palestra do GENN, a literatura pode nos mobilizar na perspectiva pacifista. 

Um benchmarking rápido encontra projetos como o AfroReggae (lema Trocar o fuzil pelo berimbau), Proler, os das ONGs Leia Brasil, Amigos do Livro, Cirandar, Fundação Educar, Casa do Zezinho e tantos outros honestos e exitosos. 

Otto Scharmer, pesquisador da Sloan School of Management - do Massachusetts Institute of Technology- e autor da Teoria do U defende uma sociedade 4.0. Ela seria uma transição de uma abordagem egossistêmica, baseada no “eu” para uma conscientização compartilhada, a ecossistêmica. Um sistema baseado na inclusão de mais atores sociais, autorreflexão e transparência. Segundo o pesquisador, agentes da mudança devem fazer a conexão entre o mundo que está morrendo e o que deve nascer, reinventando a economia, a educação e a democracia. 

Para fazer o país do “berço esplêndido” ser mais que uma promessa é preciso menos apatia e mais ação. Os profissionais como agentes e a Comunicação como estratégia podem ser uma força incrível nesse processo de mudança. 

Artigo publicado no site da Aberje, em 03.05.2013