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terça-feira, 10 de julho de 2012

Jornalista é um SEO nato

Ainda que alguns desconheçam o significado do acrônimo SEO, todo jornalista - seja ele da geração X, Y, Z, W ou do alfabeto inteiro - em suas atribuições diárias sempre desenvolveu SEO, antes mesmo da era digital tomar conta das redações e das nossas vidas.

SEO quer dizer Search Engine Optimization, numa tradução literal seria algo como "motor de otimização de busca", trata-se de um conjunto de técnicas, métodos e/ou estudos que visam melhorar o posicionamento de um site nos mecanismos de buscas.  O termo foi usado pela primeira vez em 1997 por John Audette, um dos precursores do marketing na internet, fundador da empresa Multimedia Marketing Group (MMG), uma das primeiras agências interativas do mundo.

Ai você me pergunta o que teria essas três letrinhas a ver com o exercício jornalistico, e eu respondo: TUDO. Desde que o mundo é mundo o dever de um bom jornalista sempre foi colecionar um abastado vocabulário e, com ele, selecionar as palavras certas para construir títulos e textos atraentes, especialmente quando falamos do lendário e primordial lead. Sendo assim, podemos concluir que conquistar o leitor, já no título e no primeiro parágrafo, está para o jornalista, assim como palavras-chaves, que resultam nos primeiros resultados de busca, está para o SEO. 

Sendo assim, o estudo e a aplicação de técnicas de SEO podem propiciar ao jornalismo a produção de textos com maior clareza e atratividade, seja na elaboração de uma manchete de capa ou no título em destaque da matéria on-line. Conquistar o leitor, já nas primeiras linhas, continua sendo um desafio a ser perseguido incansavelmente. Caso contrário, nossos leitores farão uma rápida leitura e, não encontrando as palavras-chaves que procuram, abandonarão nossos textos, mudando de página ou simplesmente clicando num x.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Arrogância X Jornalismo




“Por quê?” Essa é a pergunta básica que eu sempre faço quando cruzo com um jornalista arrogante. Não, desculpa o desabafo! Mas eu sinceramente me esforço pra tentar assimilar como um profissional de jornalismo, profissão essa – diga-se de passagem - que tem como essência a prestação de serviço a sociedade (sim, é isso mesmo que você entendeu: SERVIR), possa ter tanta prepotência. Principalmente quando não existe nenhum resquício de razão pra tanto estrelismo, o que torna a situação ainda mais preocupante.

Porque, na minha humilde concepção, nem mesmo aqueles que, por desempenharem seu ofício diante de uma câmera ou propagando a sua voz, deveriam se “achar”. Já que é exatamente na arrogância que se perde a razão. Sai de cena o comunicador e entra a personalidade da notícia. Que lástima!

Talvez isso explique por que a profissão tem sido tão atacada e desvalorizada. Afinal, desde que o mundo é mundo, uma maça podre sempre contamina, ou acaba prejudicando, as demais. E no caso do jornalismo o pomar está mesmo numa situação difícil. Crítica, eu diria.

Na faculdade o que a gente mais encontra são “patricetes” e “fisdevó” (existe plural pra fidevó?) seguindo os conselhos das embalagens de Toddynho e sonhando em ocupar as bancadas do JN, aliás, nem precisa tanto. Por bem menos, beeeem menos, eles já estariam muito satisfeitos e flutuando, por que pisar no chão é pros fracos e opacos.

Um momento excepcional para identificar os futuros discípulos do Toddynho é uma aula de teoria. É batata! Sempre tem os que dormem, os que debatem assuntos mais interessantes, os que saem depois dos primeiros 10 min e aqueles que chegam leigos e saem ineptos, simplesmente porque não conseguiram assimilar nenhuma sílaba pronunciada pelo querido mestre. 

É caros colegas, a situação não tá fácil.

sábado, 7 de abril de 2012

Dia do Jornalista: como explicar essa paixão?


Durante a minha inesquecível infância eu sonhei e planejei – de forma despretenciosa – milhares de futuros. Desejei ser cantora, e até Paquita. O que eu queria mesmo era fazer parte daquele universo lúdico, quiça ser famosa. Mas nasci morena, cor de canela e com quase nenhuma afinação.

Os anos seguiram-se e lá estava eu nos backstages de grandes shows, na condição de expectadora, quase sempre em lugares privilegiados, acompanhando os meus interpretes favoritos. Por vezes troquei a tietagem pelo deslumbramento de viver aquele universo, em meio a credenciais, seguranças, multidões, correria e repórteres, muitos repórteres.

Não tenho dúvidas de que esse meu passado me trouxe até aqui. Na brincadeira fui assessora, publicitária e jornalista, ainda que não atribuísse títulos às minhas atividades. Ainda que nem soubesse o que era ser tudo isso. Mas ali, com uma identificação de “acesso livre”, fui picada pelo bichinho da comunicação, e já não tinha como voltar atrás.

Mas ainda que eu puxe na memória, não consigo me lembrar da exata época que adotei a comunicação, como objetivo de profissão. Sei que certamente faz bastante tempo, e com total convicção,  posso assegurar: nunca houve uma segunda opção.

Não me pergunte o porquê, pois a resposta eu não saberia dizer. Mas não é esse o dilema dos caprichos do coração? Quem nesse mundo já entendeu ou explicou o amor? É como querer descrever uma paixão... faltam as palavras. E se tentar usar a vocação como razão, talvez pareça presunçosa, e não quero correr esse risco. (não esse!)

Agora, o desejo da fama já não me acompanha, ficou lá atrás no passado, junto com os cantores e as canções que embalaram meus ingênuos sonhos.  Quanto ao futuro... bom, esse ainda é uma surpresa, que eu sinceramente espero escrever em muitos posts. Afinal, não foi para isso que eu vim???





quarta-feira, 4 de abril de 2012

Traços do Brasil: estradas e clicks

 

Façamos um exercício de imaginação. Por alguns minutos, se imagine abrindo mão de seu trabalho formal, desfazendo-se de sua casa, de seus móveis e toda aquela "tralha" que, durante anos, reunimos e definimos como indispensáveis. 

Agora se imagine investindo todo o dinheiro, arrecadado com esse desapego, num carro 4x4 e em litros de gasolina, para enfrentar quilômetros de estradas, com temperaturas que variam de 8° a 53° e tendo como companhia, apenas o(a) seu(sua) companheiro (a) e uma máquina fotografica.

Parece um roteiro de filme. Mas, para Grace Downey e o britânico Robert Ager, esse foi o roteiro escolhido para ilustrar (literalmente) a publicação "Traços do Brasil". O livro, lançado pelo casal no ano passado, retrata em belíssimas imagens, a expedição realizada por eles nos 27 estados do Brasil, de 2009 a 2011.

 
Pra quem curte fotografia (e pra quem é apaixonado pelo Brasil) fica ai uma surpreendente dica:
 
"Traços do Brasil"
ISBN: 978-85-907194-1-0
Edição: 1ª Edição, 2011
Número de páginas: 200
Acabamento: Capa Dura
Formato: 27 x 30 cm
Editora: Aleph.
Bilíngue: Português/ Inglês
Valor: R$85,00